terça-feira, 22 de julho de 2008

SABOREIE SEU CAFÉ

Um grupo de ex-alunos,todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.
Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
- Se vocês repararem pegaram, todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás.
Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café.
Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.
O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.
Agora pensem nisso: A Vida é o café; E os empregos, dinheiro, carros, casas, e posição social são as xícaras.
Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera a qualidade de Vida que vivemos.
Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu.
Deus côa o café, não as xícaras.
Saboreie seu café!

Faz de Conta

Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.

"Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas", dizia ela.

"O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal."


"Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter."

"Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter..."
"Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta."
Analisando sob esse ponto de vista, chegaremos à conclusão que a professora tem razão.
Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.

Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem.

Profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.

Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos se passam por representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.

Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justiça faz de conta que é imparcial.

Traficantes se passam por cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não contribuem com esse mercado do crime.

Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.

Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros...
E a maioria da população faz de conta que está tudo bem...

Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.

Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não justificamos.

Importante salientar, todavia, que essa representação no dia-a-dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento.

A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba se traindo em algum momento.

E isso é extremamente cansativo e desgastante.

Raras pessoas são realmente autênticas.

Por isso elas se destacam nos ambientes em que se movimentam.

São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer de conta.

São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.

São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fiéis consigo mesmas.
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A pessoa que vive de aparências ou finge ser quem não é corre sérios riscos de entrar em depressão.

Isso é perfeitamente compreensível, graças à batalha que trava consigo mesma e o desgaste para manter uma realidade falsa.

Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a própria consciência.

Por todas essas razões, vale a pena ser quem se é, ainda que isso não agrade os outros.

Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim à nossa consciência.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Como ser feliz em meio ao sofrimento?

Só é feliz quem aprende a viver um momento após o outro!

O segredo é viver com intensidade o que é bom, muito bom e ótimo.

Na hora de sofrer, sofremos e choramos se for preciso.

Entretanto, se me servirem um sorvete vou saboreá-lo até o fim a agradecer a quem me serviu... E assim a vida continua, um instante após o outro! Sempre tendo o céu como nosso norte!
Ricardo Sá nasceu em Fortaleza (CE) e é membro da Comunidade Canção Nova há 25 anos. Formado em Comunicação Social pelo SPICS – Istitutto Paolino Internazionale della Comunicazione Sociale em Roma, é missionário, pregador e ministro de música, membro do Catholic Fraternity Music Ministry. Exerce seu trabalho também como escritor, cantor e apresentador de programas de rádio e televisão; articulista da Revista Canção Nova e do Portal cancaonova.com, gravou seu primeiro trabalho em 1985 com Monsenhor Jonas Abib,

Bento XVI critica falsificações da religião católica

O Papa Bento XVI criticou na sexta-feira em Varsóvia, diante de 270 mil fiéis molhados pela chuva, as falsificações da religião católica, em plena polêmica provocada pelo sucesso mundial do filme "O Código Da Vinci".

"Atualmente, como já aconteceu em séculos passados, pessoas ou grupos tentam falsificar a palavra de Cristo e retirar suas verdades do Evangelho", protestou o Sumo Pontífice.

Na primeira grande missa de sua viagem de quatro dias a Polônia, o papa se esforçou para falar em polonês e emocionou os católicos presentes. O Papa alemão iniciou a homilia com uma homenagem ao "bem-amado antecessor" e lembrou que seu pontificado de 26 anos foi marcado por profundas mudanças políticas, tanto na Polônia como no mundo inteiro.
Assim como João Paulo II, pediu aos poloneses, 90% católicos, que "continuem fiéis à palavra de Cristo, mesmo quando esta é exigente e humanamente difícil de compreender".

Bento XVI insistiu na permanência da fé católica, transmitida ao longo de toda a história "de geração para geração". Também reiterou o pedido, repetido desde o início do pontificado, de "não ceder à tentação do relativismo e da interpretação subjetiva e seletiva das escrituras sagradas".

"Segundo estas pessoas, esta verdade é muito incômoda para o homem moderno. Se trata de criar a impressão de que tudo é relativo e que, inclusive, as verdades da fé dependeriam da situação histórica e da avaliação humana", comentou.

domingo, 6 de julho de 2008

Combater a pobreza, construir a paz" é tema do 42º Dia da Paz


"Combater a pobreza, construir a paz". Este foi o tema escolhido para a mensagem do Papa Bento XVI para o 42º Dia Mundial da Paz, que será celebrado em dia 1º de janeiro do próximo ano.
A temática escolhida pelo Papa pretende sublinhar a necessidade de uma resposta urgente da família humana à grave questão da pobreza, entendida como problema material mas, antes de tudo, moral e espiritual.
Recentemente o Santo Padre denunciou o escândalo da pobreza no mundo: "Como se pode permanecer insensíveis aos apelos daqueles que, nos diversos continentes, não conseguem alimentar-se suficientemente para viver? Pobreza e desnutrição não são uma mera fatalidade, provocada por situações ambientais adversas ou por desastrosas calamidades naturais (...). As considerações de caráter exclusivamente técnico ou econômico não devem prevalecer sobre os deveres de justiça para com todos aqueles que padecem a fome" (Mensagem de Sua Santidade Bento XVI à FAO - 2 de junho 2008).
"O escândalo da pobreza manifesta a ineficácia dos atuais sistemas de convivência humana na promoção e realização do bem comum" (cfr Concilio Vaticano II, Cost. past. Gaudium et spes, 69). Por isso torna necessária uma reflexão sobre as profundas raízes da pobreza material e sobre a "miséria espiritual" que torna o homem indiferente aos sofrimentos do próximo.
A resposta deve, então, ser buscada antes de tudo na conversão do coração do homem ao Deus da Caridade (cfr Benedetto XVI, Lett. enc. Deus caritas est), para conquistar assim a "pobreza de espírito" segundo a Mensagem de salvação anunciada por Jesus no "Discurso da Montanha": "Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5,3).





Fonte: Rádio Vaticano

Bispos brasileiros recebem Sagrado Palio


Neste Domingo, 29, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI presidiu a Liturgia Eucarística com a imposição do sagrado Palio a 40 arcebispos metropolitas, entre os quais dois brasileiros: o arcebispo de Vitória da Conquista, na Bahia, o capuchinho Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu; e o de Cascavel, no Paraná, Dom Mauro Aparecido dos Santos.
A Celebração contou com a presença do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que foi acolhido pelo Papa à entrada da Basílica de São Pedro. Com um gesto de grande valor ecumênico, Bento XVI cedeu a palavra, durante a Missa, ao patriarca de Constantinopla Bartolomeu I pedindo que fosse ele a proferir a homilia para a grande festa dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros da Igreja de Roma e colocados como fundamento juntamente com os outros Apóstolos, da Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Esta festa, explicou o Papa, "traz-nos todos os anos a agradável presença de uma Delegação fraterna da Igreja de Constantinopla, que este ano, por causa da abertura do Ano Paulino, é guiada pelo próprio Patriarca, Sua Santidade Bartolomeu I. A ele dirijo a minha saudação cordial, enquanto exprimo a alegria de ter mais uma vez a feliz oportunidade de trocar com ele o beijo da paz, na esperança comum de ver aproximar-se o dia da unitatis redintegratio, o dia da plena comunhão entre nós".
Em seguida, o Papa saudou os membros da Delegação patriarcal e os representantes de outras igrejas e comunidades eclesiais que o honravam com a sua presença, oferecendo com isso um sinal da vontade de intensificar o caminho para a unidade plena entre os discípulos de Cristo.
Palavras do Patriarca de Constantinopla
"Dispomo-nos agora - acrescentou Bento XVI - a escutar as reflexões de Sua Santidade o Patriarca Ecumênico, palavras que queremos acolher com o coração aberto, porque vêm do nosso Irmão amado no Senhor".
O Patriarca Bartolomeu observou, dirigindo-se ao Papa, que "o diálogo teológico entre as nossas Igrejas, graças à ajuda divina, continua em frente, para além das notáveis dificuldades que subsistem sobre as conhecidas problemáticas".
"Desejamos verdadeiramente – afirmou o Patriarca – e rezamos muito por isso, para que estas dificuldades sejam superadas e os problemas dissolvidos o mais rapidamente possível, para atingir o objetivo final, a glória de Deus".
A homilia do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I terminou com os votos de "uma próxima comunhão completa, união da fé e comunhão do Espírito Santo, nos laços da paz, nesta terra, e no céu a vida eterna e a grande misericórdia".
As palavras de Bartolomeu I foram acolhidas com um longo aplauso.
Permanente missão de Pedro
Sucessivamente Bento XVI retomou a palavra e depois de ter agradecido ao Patriarca quis recordar que a missão permanente de Pedro e portanto a própria, como seu sucessor, é aquela de "fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma única nação, com uma única cultura, com um único estado. Que seja sempre a Igreja de todos".
"Que reúna a humanidade para além de qualquer fronteira e no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus, a força reconciliadora do seu amor", destacou.
Segundo Bento XVI, "no mundo globalizado de hoje, graças à técnica igual em todo o lado, graças à rede mundial de informações, bem como graças à ligação de interesses comuns, existem novas maneiras de unidade, mas é uma unidade sobre as coisas materiais, que muitas vezes fazem explodir novos contrastes".
"Pelo contrário o mundo precisa cada vez mais de unidade interior que provém da paz de Deus. Portanto a missão permanente de Pedro, mas também tarefa particular confiada à Igreja é reconduzir a esta unidade a humanidade inteira".
Depois da homilia, Bento XVI e Bartolomeu I, recitaram juntos o credo segundo o símbolo niceno-constantinopolitano na língua original grega, segundo o uso litúrgico das igrejas bizantinas.
Seguiu-se a oração universal dos fiéis cujas intenções foram propostas em seis línguas: alemão árabe,francês, swahili, chinês e português.
Em seguida, foi a imposição do Palio, uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição". Para além do próprio Papa, os Palios são também envergados pelos Arcebispos Metropolitas nas suas Igrejas e nas da sua Província eclesiástica. Esta insígnia é feita com a lã de dois cordeiros brancos benzidos pelos Papas na memória litúrgica de Santa Inês, a 21 de Janeiro.
Fonte: Rádio Vaticano