| A luta contra da dengue da Bahia ganha contornos de luta religiosa. Nesta terça-feira (31), em visita ao cardeal de Salvador e Primaz do Brasil Dom Geraldo Majella Agnelo, o secretário de saúde da Bahia, Jorge Solla, pediu apoio das dioceses baianas no combate do mosquito transmissor da doença, que já matou 29 pessoas este ano.
Ficou acertado que a partir do próximo domingo (05), dia da procissão de ramos, em todas as celebrações da Igreja católica da Bahia haverá campanhas de conscientização dos fiéis sobre as medidas de combate a dengue, que já infectou 32.306 pessoas. Será dada ênfase nas cidades onde há uma grande incidência de casos, como por exemplo, Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Jacobina, Salvador, Vitória da Conquista, Porto Seguro e Eunápolis.
Na reunião, realizada na Cúria Metropolitana, em Salvador, também estiveram presentes o padre Ademar Dantas, coordenador da arquidiocese de Salvador, e Washington Dantas, chefe de gabinete da Sesab. Além do apoio dos católicos, o secretário também pretende pedir ajuda de outras religiões. Também no domingo está previsto um curso para quatro mil fiéis na Catedral da Fé da Igreja Universal do Reino de Deus no Iguatemi (Salvador). A Sesab informou ainda que o apoio das comunidades de religiões africanas também está sendo procurado.
Condições climáticas podem aumentar número de casos em abril
O forte período de chuvas entre os meses de abril e junho podem aumentar o número de casos de dengue no estado. De acordo com Juarez Dias, coordenador da Vigilância Epidemiológica do estado, o mosquito aedes aegipty, transmissor da doença, se desenvolve em ambientes quentes e úmidos e se o período de chuvas vier acompanhado de intervalos de sol poderá haver crescimento de casos.
“O período de maior incidência de dengue é entre dezembro e março, por ser um período de calor e chuvas. Temos que torcer para, se chover, as chuvas sejam torrenciais, o que impede a ação do mosquito, pois ele não consegue se reproduzir nem voar com muita chuva”, ressaltou Juarez. Contudo, ele faz um alerta “apesar das fortes chuvas afastarem um pouco a dengue, temos que ficar atentos ao avanço da leptospirose nesse período”. A meteorologista Cláudia Valéria Silva, 4º Distrito de Metereologia do Instituto Nacional de Meteorologia/Bahia, ressalta que, historicamente, o período de abril até junho apresenta tempo nublado e frequencia maior de chuvas, mas com incidência de sol forte.
Lorene Pinto, superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), informa que a chuva acrescenta risco à situação da doença no estado, pois serve para “hidratar” os ovos depositados pela fêmea do mosquito nos criadouros. Até a terceira semana de março, segundo dados divulgados ontem pela Sesab, em todo estado, já foram notificados 32.306 casos da doença contra 7.975 registrados no ano passado. A dengue já provocou 29 mortes e outras 68 de pessoas morreram com sintomas da doença estão sendo investigadas pelo Lacen (Laboratório Central Gonçalo Muniz). |
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